As lavouras da segunda safra no Brasil apresentam, de forma geral, desenvolvimento acima da média, mesmo diante da irregularidade das chuvas em diferentes regiões do país. A informação consta no mais recente boletim divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento.
Segundo o levantamento, os índices de vegetação indicam condições favoráveis na maior parte das áreas produtoras de soja e milho safrinha. Entre os dias 1º e 21 de março, os maiores volumes de chuva foram registrados nas regiões Centro-Norte, contribuindo para o bom desempenho das lavouras, apesar de impactos pontuais.
Em algumas localidades, o excesso de precipitações acabou atrasando a colheita da soja. Por outro lado, a umidade favoreceu o desenvolvimento das áreas ainda em campo, tanto de primeira quanto de segunda safra.
Na região Norte, as chuvas foram, em sua maioria, bem distribuídas, garantindo níveis adequados de umidade no solo. Mesmo com volumes abaixo da média em alguns pontos, o armazenamento hídrico se manteve estável, beneficiando os cultivos. Já no Pará e no Tocantins, o excesso de chuva prejudicou a colheita da soja, enquanto em Roraima a menor incidência de precipitações seguiu dentro da normalidade para o período.
No Nordeste, as chuvas se concentraram no início do mês, especialmente nos estados do Maranhão, Piauí, Bahia e Ceará, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. No entanto, no semiárido, a irregularidade das precipitações ainda mantém baixos níveis de umidade no solo. Em áreas do sertão baiano, a combinação de pouca chuva e altas temperaturas tem dificultado o avanço do plantio de milho e feijão da segunda safra.
A situação mais preocupante é registrada na região Sul, onde a baixa ocorrência de chuvas compromete o armazenamento de água no solo. O cenário tem prejudicado o desenvolvimento do milho segunda safra no Paraná e da soja em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
No Centro-Oeste, principal polo produtor de grãos do país, as chuvas foram frequentes, sobretudo em Mato Grosso e Goiás. Apesar de atrasos pontuais na colheita da soja, os volumes registrados favoreceram o desenvolvimento das lavouras. Em Mato Grosso do Sul, as precipitações contribuíram para a recuperação da umidade do solo, beneficiando áreas onde o milho safrinha enfrentava déficit hídrico.
Já no Sudeste, as chuvas se intensificaram ao longo da segunda quinzena de março, com bons volumes em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O cenário ajudou na recuperação das condições hídricas e impulsionou o desenvolvimento das lavouras na região.
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